Não gerar um filho não significa que se tenha qualquer impedimento de se gerar amor. Ao contrário, há pessoas que nos provam que o amor que elas criam não tem limites, preconceitos e nem se extingue com qualquer frustração. Joice Biral é uma das mulheres guerreiras, mães de coração sempre em concepção, que nos mostram que é possível viver com mais alegria quando nos dispomos a compartilhar nosso afeto. Aos 43 anos, Joice não tinha filhos e sonhava, com Pierre Borges, seu marido, ter a experiência de uma história familiar compartilhada.

Depois de conhecer o Projeto Apadrinhar pela internet, no início deste ano, Joice e Pierre apadrinharam a pequena Fernanda, de 11 anos, que mora em uma instituição de acolhimento com seus dois irmãos. Há alguns meses, eles se encontram todos os fins de semana e carinho não falta nessa relação.

Foi com Joice, Pierre e sua família que Fernanda conheceu o mar, que pisou na areia pela primeira vez, que comemorou o seu último aniversário, cercada de amigos. Joice e Pierre são padrinhos e apoiadores, exemplos certos em uma vida jovem e já cheia de percalços. A história desse trio começa a ganhar formas e a vida da menina já deixou de ser tão vazia.

Joice tem consciência da dificuldade de dar prosseguimento a um processo de pedido de guarda quando a criança tem outros irmãos. Mas, a partir dessa experiência, o casal já está certo de que poderá, um dia, dar prosseguimento a um processo de adoção, sem se deter em critérios muito fechados como a faixa etária da criança. E o amor por Fernanda prosseguirá, sem limites.

“O Projeto Apadrinhar é maravilhoso, porque dá oportunidade às crianças com poucas chances de adoção de vivenciarem experiências familiares. Até agora tem sido um processo de conhecimento mútuo, de ensinamentos, desconstruções e construções”, afirma Joice.